Lista de cinco tendências para transformação digital das operadoras de telecom




Fabricante chinesa cria um roteiro para a operação das redes físicas e digitais nas operadoras de telecomunicações. Player mundial, a empresa também lança novas tecnologias que devem atender a transformação da infraestrutura. 

Na edição de ontem, o Infraroi apontou duas pesquisas recentes que indicam uma forte pressão sobre a evolução das redes nas operadoras de telecomunicações. Segundo o IDC, em levantamento patrocinado pela Amdocs, a qualidade e a cobertura de dados já são mais importantes para manter a lealdade dos usuários do que a precificação ofertada pelas empresas de telecomunicações.

Já o relatório do Gartner, avaliou mais positivamente as operadoras globais que já estão ativando serviços com ferramentas de virtualização de funções de rede (NVF) e infraestrutura definida por software (SDN) entre o grupo que atende o mercado corporativo.

A evolução das redes fixas e móveis não é assunto somente para as operadoras. Fornecedores gigantes do setor apontam o que eles consideram as rotas possíveis de evolução. É o caso da chinesa Huawei que lançou, na semana passada, uma lista de cinco grandes iniciativas que deveriam pautar o trabalho das empresas de telecomunicações para acelerar a transformação digital.

O quinteto deve posicionar as operadoras com um papel onde a palavra big é quase uma obrigação: atender a grande demanda de vídeo, tornar-se uma grande capacitadora de TI, de operações ágeis, de grande arquitetura flexível e – finalmente – como um grande pipeline ou canal de transmissão presente em todos os lugares.

O papel desenhado pela Huawei para seus clientes foi baseado no crescimento de vários serviços nos próximos dez anos. De acordo com as previsões, até 2025 haverá quatro bilhões de novos usuários de banda larga, mais de 100 bilhões de coisas estarão conectadas digitalmente e o consumo de dados por pessoa irá aumentar em mais de 500 vezes.

Para a fabricante chinesa, o mundo digital e o físico estão convergindo rapidamente, para acompanhar a exigência dos consumidores pela chamada experiência ROADS (Real-time, On-demand, All-online, DIY, and Social — tempo real, sob demanda, tudo online, faça-você-mesmo e relações sociais) como uma nova norma.

“A transformação digital é um novo mecanismo para propulsionar o crescimento do setor de telecomunicações e também irá potencializar a inovação de outros setores”, disse em Londres o diretor executivo do Conselho e CSMO (chief strategy marketing officer) da Huawei, William Xu. “A Huawei continuará a abrir recursos de plataforma para ajudar as operadoras a desenvolver um ecossistema aberto, colaborativo e de ganho mútuo para o setor, a fim de acelerar a transformação digital”.

Além de mapear as demandas, a empresa também anunciou algumas das soluções novas que deve oferecer para as operadoras. A lista inclui tecnologias para 4.5G, Internet das Coisas (IoT), vídeo 2K/4K e Cidade Segura (Safe City). A Huawei também está ativando laboratórios abertos de inovação, junto com cerca de 600 parceiros, e um programa de capacitação de desenvolvedores, orçado em US$ 1 bilhão.

Outra tendência da fabricante oriental envolve plataforma aberta para vídeo 2K/4K, que agrega conteúdo e possibilita a inovação em serviços de vídeo. Na computação em nuvem, a prioridade desenvolver um ecossistema de nuvem aberta, o que permitiria o desenvolvimento de soluções de infraestrutura como serviço (IaaS) e a habilitação de PaaS, sigla para plataforma como serviço, além da agregação de SaaS (software como serviço) entre os desenvolvedores.